| terça-feira, 5 de dezembro de 2006 |
| Um jantar romântico... |
 Esperaste por mim de velas acesas. Espalhaste um jazz pela casa, ligaste o candeeiro de lava e expandiste sabores exóticos pela mesa. Ao abrir a porta e arregalar-te na tua lingerie preta minha favorita fez-me perder o cansaço de mais um dia de trabalho. Peguei em ti, que ficaste leve como uma pena, enquanto me envolvias nas tuas longas pernas, enquanto molhávamos os lábios um no outro. E fizeste-me recuar para não se perder o jantar que tinhas preparado. Foi um belo vinho que trouxeste, branco, como gostamos com este prato. E no fim, já ébrios, arruinamos tudo com as conversas sobre o passado. E tudo o que é de bom se perde quando já acendo a luz e um cigarro. Falares do teu ex faz-me cometer vinganças que também não gostas de ouvir... Acontece frequentemente com os outros? Ter tudo de bom e tudo se perder em palavras sem controlo? E zangamo-nos numa fúria verbal até tocarmos no meu peito, que até aquele momento queria vestir a camisa outra vez. E esse teu toque. Esse teu dedo ali despertou-me a vingança física.... E a minha vingança física é do que mais gostas. Libertei as minhas mãos e segurei-te nos seios com força. E empurro-te da janela onde me sentava para a mesa de mármore. Estavas irresistível. Eras aquela menina má que precisava de uma lição. E eu o homem furioso preparado para te dar. Não tiramos os olhos dos olhos e violei-te sem te preparar. Lambi-te toda a pele e arranquei com os dentes as cuecas... Estavas indefesa, em cima da mesa da cozinha, arrastando tudo. Fazíamos um barulho incrível. E tirei o meu cinto, e cuspi-te e envolvi-te em vinho. Estava mais do que furioso. E aí entrei em ti com toda a força que cresceu em mim. E fechavas os olhos. Puxaste-me os cabelos, arranhaste-me as costas e ferido, fiquei todo dentro de ti. Puxei pelas tuas pernas como se pudessem ser arrancadas. Ainda tinhas as meias pretas com as ligas que me tiram de mim, e ficaste sempre com elas. Provocamos tremores naquele apartamento. Tenho a certeza. Estávamos com as cortinas abertas, prontos a sermos vistos, e não ligávamos. Eu via-te a ti...Toda. Como eu adoro. Vi-me a mim a entrar dentro de ti. E não dissemos uma palavra. Entrava bem fundo, agarrando os teus cabelos loiros, e não te queria amar naquela altura. Preferimos lutar em fúria porque estava a saber bem... E o sabor do momento é o prazer que queremos... A vitória demorou mas chegou. Deste um último gemido, enquanto arfava de cansaço e deitei-me o quanto podia em cima de ti. Será este o porquê de se gostar de violência És um fogo incrível... Juntos ardemos demasiado... |
posted by Miguel Moreira @ 23:03   |
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| 3 Comments: |
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ás vezes é por isso que se discute... precisamente para libertar essa paixão violenta que está dentro de´nós!
a paixão só por si... é descontrolada e furiosa.
adorei
beijo
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muito bom.... a violencia da paixao... levaste-me a recordaçoes giras ;)
beijos
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excelente post... a paixão às vezes tem destas coisas violentas :)
gostei do teu blog, vou voltar
by the way, o filme q tinhas no teu dvd é muito bom :) suponho que já tenhas visto o "Amélie", por isso recomendo o "Jeux d'Enfants" *
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ás vezes é por isso que se discute... precisamente para libertar essa paixão violenta que está dentro de´nós!
a paixão só por si... é descontrolada e furiosa.
adorei
beijo